sábado, 24 de agosto de 2013

Propaganda partidária e candidatos presidenciais

Murillo de Aragão
Os principais candidatos em potencial à Presidência da República em 2014 terão a oportunidade de testar seus nomes entre o eleitorado neste segundo semestre. A exceção é Marina Silva. Como seu partido – o Rede – ainda não foi criado, ela não terá direito neste ano ao horário eleitoral gratuito.
De acordo com o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSDB terá direito a um programa de 10 minutos, em cadeia nacional de rádio e TV, no dia 19 de setembro. Também terá direito a inserções de cinco minutos (divididos em slots de 30 segundos a um minuto) ao longo dos dias 10, 21, 26 e 28 de setembro.
Interessante observar que o prazo-limite para filiação ou troca de partido com vistas às eleições de 2014 é o dia 5 de outubro. Assim, se o PSDB realmente quiser disputar a eleição presidencial com Aécio Neves e não com José Serra, terá de privilegiar a aparição de Aécio nesses programas. Seria uma forma de apresentar seu nome ao eleitorado.
Pelo seu lado, se José Serra perceber que não terá chance no PSDB, terá de decidir antes desse prazo-limite a que novo partido se filiará. Se for para o PPS com o objetivo de usar o tempo de TV do partido para aumentar sua intenção de voto nas pesquisas, seria interessante que se filiasse antes do dia 14 de setembro. Essa é a data em que começarão a ser veiculadas as inserções do PPS no rádio e na TV. Outras inserções acontecerão nos dias 17, 19 e 24 de setembro. No dia 26 do mesmo mês será veiculado o programa em cadeia nacional com duração de dez minutos.
Vale destacar que em almoço realizado na quinta-feira (15), em São Paulo, com o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o secretário nacional do PPS, Rubens Bueno, José Serra recebeu o pedido para que sua decisão sobre a migração ou não para o PPS seja tomada “o quanto antes”. Ao que tudo indica, o pedido foi feito para que a legenda utilize seu tempo de TV para colocar Serra em evidência como possível presidenciável da legenda em 2014.
SERRA NO PSD?
Outra opção para José Serra é filiar-se ao PSD. O partido, de acordo com a programação do TSE, terá um programa nacional de dez minutos no dia 17 de outubro. Porém, a legenda não contará com as inserções. Portanto, se mudar para o PSD, Serra terá 20 minutos a menos de exposição que seus demais concorrentes. Vale ressaltar que a chance de Serra ir para o PSD é pequena. O partido tem hoje o Ministério das Micro e Pequenas Empresas e dificilmente abriria mão da pasta para abrigar um dos principais adversários do governo petista.
Outubro será o mês de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB. O programa do partido em cadeia de rádio e TV será veiculado no dia 10 desse mês e as inserções serão nos dias 1º, 3, 5 e 8.
A aparição do PT está diluída entre outubro, novembro e dezembro. O programa de dez minutos irá ao ar no dia 24 de outubro. Além disso, estão programadas inserções de cinco minutos em 9 de novembro e nos dias 10, 12 e 14 de dezembro.
O PT usará seu tempo para reforçar os laços entre Dilma e Lula. É bom lembrar que, de acordo com a última pesquisa Datafolha, Lula era o único candidato capaz de vencer as eleições no primeiro turno. Ele teria 51% das intenções de voto. O PT quer usar seu prestígio para recuperar os votos perdidos por Dilma.
Com as inserções, Aécio, José Serra e Eduardo Campos esperam melhorar suas posições. Dilma espera recuperar o espaço perdido. Na última pesquisa Datafolha, Dilma aparece com 35% das intenções de voto, Marina, com 26%, Aécio, com 13% e Campos, com 8%. Serra tem entre 9% e 15%. (transcrito de O Tempo)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

‘SUS é o melhor projeto de saúde do mundo, só falta ser implantado’, diz Sindicato dos Médicos


Akemi Nitahara
Agência Brasil
Passados 25 anos da criação do modelo de estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS), feito a partir da Constituição Federal de 1988, o projeto não saiu do papel. A opinião é do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Jorge Darze.
“No Rio de Janeiro o que está faltando é implantar o SUS. Na verdade o que nós temos é um arremedo de SUS, nós ainda temos no Rio de Janeiro as três esferas de governo fazendo a gestão de suas próprias unidades, cada uma olhando para o seu umbigo, esquecendo que o sistema é único”, disse o sindicalista.
A subsecretária de Unidades Próprias da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Lucia Eiras das Neves, admite que ainda falta muito para o sistema funcionar perfeitamente, mas destaca que o atendimento melhorou muito nesses 25 anos. “Houve um avanço, a estruturação lógica de rede, de regulação, de organização de serviços, de oferta. No momento temos um cenário em que os serviços estão sendo oferecidos, os municípios estão investindo em atenção básica. As demandas ainda continuam muitas, mas já houve um avanço”.
Para ela, a principal melhoria foi a universalização do atendimento. “O sistema agora é único, ou seja, toda a população pode utilizar, o que é um avanço em relação ao modelo anterior e até em relação a muitos países mais desenvolvidos. Nós temos que continuar investindo, a parcela precisa aumentar, as demandas são crescentes, há um envelhecimento da população, há um avanço de tecnologia, com custos crescentes e a gente precisa melhorar na questão do financiamento”, admite a subsecretária.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, negou todos os recursos por entender que não houve omissões no acórdão

Por maioria, STF nega recursos dos réus

AGÊNCIA BRASIL
foto
Foto: Divulgação/ABr
Ministro Joaquim Barbosa foi relator do processo
Por maioria de votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram recursos preliminares apresentados pelos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Entre as questões levantadas estão a redistribuição da ação para outro ministro-relator, o cancelamento das notas taquigráficas, metodologias adotadas nos votos e a competência da Corte para julgar réus que não têm foro privilegiado. O mérito das condenações ainda será analisado.
O relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, negou todos os recursos por entender que não houve omissões no acórdão, o texto final do julgamento. “Não se trata de obscuridade que impeça a compreensão do acórdão até porque o julgado está claramente posto”, disse o relator.
Os demais ministros da Corte concordaram com os argumentos de Barbosa e também negaram os recursos preliminares. Votaram com o relator os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
O ministro Marco Aurélio acompanhou parte do voto de Barbosa, mas entendeu que as interferências e votos orais proferidos não poderiam ter sido retirados do texto final. Os ministros Celso de Mello e Luiz Fux retiraram mais de mil trechos de seus votos para acelerar a finalização do acórdão, publicado em abril.
Antes de proferir seu voto nas questões, o ministro Luís Roberto Barroso, que tomou posse em junho, fez um discurso duro contra o sistema político brasileiro. O ministro disse que o mensalão foi o esquema “mais investigado de todos e o que teve a resposta mais contundente do Judiciário”. Ele lembrou ainda que a ação penal apurou desvios que teriam custado cerca de R$ 150 milhões. Esta foi a primeira participação de Barroso no julgamento
Segundo Barroso, as condenações dos políticos na ação mostram que o país precisa de uma completa mudança no sistema político. “A imensa energia despendida na Ação Penal 470 terá sido em vão se não forem tomadas providências urgentes de reforma no sistema político. Sem reforma política tudo continuará como sempre foi, a distinção entre os que foram pegos e os que não foram”, disse.
Barroso lembrou de outros esquemas de corrupção, como o Escândalo dos Precatórios, os Anões do Orçamento e os desvios de verbas na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. “Não se pode fechar os olhos de que o mensalão não se constituiu um evento isolado. Ele se insere numa tradição lamentável, que vem de longe”, disse.

domingo, 4 de agosto de 2013

Lindo poema para Dia dos Pais



Pai...

Pai... Você que me ensinou tantas coisas...
Deu-me afeto... Carinho...
Ensinou-me o reto caminho...
Mostrou-me a vida...
Inseriu-me na lida...
Você que tantas vezes me fez sorrir...
Secou minhas lágrimas...
Ensinou-me a ouvir...
E o meu dever com alegria cumprir...
Você que me ensinou a respeitar...
Dividir... Compartilhar...
Deu-me sempre seu exemplo...
Que levo através do tempo...
Você que me ensinou o beabá do amor...
Fez-me enxergar as flores... O beija-flor...
Ensinou-me o difícil perdão...
Ensinou-me a estender a mão...
Pai... Quero apenas agradecer
Pelo que sou e poderia não ser...
Se não tivesse a sua forte mão
Que foi meu leme... O meu timão...
Que me deu rumo...
Que foi meu prumo...
Dentro de mim a sua doce voz ecoa...
Esta voz que neste momento...
Envolvida em fios de sentimentos...
Grita por paz... Por harmonia...
Respeito... Ética... Verdade...
E com seus olhos enxergo
O que escapa destes valores...
Calamidade!...
Pai... Neste dia de festa e alegria...
Em que se comemora o seu dia...
Faço desta poesia uma oração
Por você que só me deu amor e proteção...
E peço a Deus que continue iluminando
Todo lugar por onde estiver passando...
E seguirei sempre seus retos passos...
Neste ou em qualquer espaço...
Beijando-lhe sempre,
De joelhos a Deus agradeço
Pelo pai que nem sei se mereço!


terça-feira, 30 de julho de 2013

O BRASIL DESPERTOU DO BERÇO ESPLÊNDIDO



Wanderley Farias
A visita do Papa Francisco provocou uma explosão de fé nos brasileiros. Com que alegria foram às ruas.
Foi uma beleza ver Copacabana. Alguns percalços que já poderiam ser esperados, pois nunca se viu tanta gente nas ruas, e não era por causa de escola de samba, carnaval e futebol.
Um único senão, aconteceu na fala do Papa, ele não sabe falar corretamente a língua portuguesa. Ele não é um puxa-saco, longe de mim, tal pensamento. Mas que ele cometeu, cometeu, um pequeno deslize ao se referir a presidente como “presidenta”. Esta palavra não existe, em nosso idioma. Mas ele é humano, não pode ser perfeito em tudo. Demonstrou que não sabe bem o português apenas, mas com que desenvoltura falou sobre tudo e demonstrou amor e carinho e emoção acima de tudo.  
Mas só a presidente ter desbancado na popularidade, já está nos dando uma satisfação enorme. Parece milagre, mas não é não, o povo está despertando. Está saindo do marasmo.
Depois o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa ter ignorado a presença da Dilma, quando foi cumprimentar o  papa Francisco, já teria valido a pena. Ela fez uma cara de bocó, não esperava por isto.  Valeu a pena se ver.
E o sumiço do Lula, já sabem onde ele está? Onde está o ex-presidente?
Valeu a pena não se ver.

sábado, 27 de julho de 2013

A visita do Papa Francisco

O Papa Francisco pediu ao povo que não saísse das ruas. Aplaudido, sinal de que foi entendido, será atendido. As pesquisas que desvendaram as quedas de presidenciáveis, principalmente Dona Dilma, de 79% para 31%. Sergio Cabral e Beltrame reconhecem: “A Polícia pode ter falhado no caso Bruno, nas acusações e na prisão”.

Helio Fernandes
Pesquisas são geralmente incontroláveis, raramente confiáveis. Jamais inquestionáveis. Apresentam muitas fragilidades e até deficiências não produzidas pela má fé e sim pela falta de credibilidade do modelo adotado pelo órgão pesquisador. Mas nessa publicada agora, pretendendo avaliar a popularidade de Dona Dilma e de alguns governadores, se desse outro resultado que não o negativo, a parcialidade ficaria evidente. Assim, não se pode deixar de concluir que a exposição-exibição para baixo de alguns personagens é rigorosamente verdadeira.
Se alguma crítica pode ser feita a essa pesquisa, é que ela não captou todo o estrondo da queda de Dona Dilma e de Sérgio Cabral Filho. A repercussão em relação aos dois tem explicação nos fatos.
Ela é presidente acreditando na reeleição, embora, se tivesse competência para uma análise do que ainda tem uma trajetória longa para percorrer, concluiria que não terá nem mesmo legenda para satisfazer a ambição.
O outro personagem que apareceu nuzinho na pesquisa é o governador do Estado do Rio. E se ele é desvestido desastradamente nessa consulta (suposta pesquisa) à opinião pública, uma parte vem precisamente pelo fato de ser governador de onde os protestos alcançaram a maior repercussão. Mas não é apenas por isso, esse é um fator, mas não primordial ou fundamental.
O VULNERABILÍSSIMO CABRAL
Nunca ninguém acumulou tantos erros, equívocos, desacertos, atentados à ética, à moral, à integridade e ao bom senso, quanto o governador. Antes e depois do povo nas ruas. Na inacreditável e vitoriosa carreira política, não existe explicação para sua ascensão. Ele começou sendo derrotado duas vezes para prefeito do Rio, o que dava a impressão de que eleitoralmente era negativamente previsível.
Mas sua recuperação político-partidária foi se materializando à medida em que sua geografia bancária, territorialmente, deixou de ter a dimensão do Acre ou do Amapá, ganhou o espaço inacreditável de um continente.
Com uma simples eleição para deputado estadual e em 8 anos de controle da Alerj, junto com o também deputado Picciani (acusado e processado pela exploração de trabalho escravo), foi demarcando financeiramente sua trajetória. Não chegou a ser um Eike Batista, mas relativamente importante e naturalmente ilegítimo.
Atingindo logo o estágio das mansões e do iate fora do Rio, complementando o apartamento do Leblon. Para quem nunca trabalhou na vida, devia estar não na Forbes ou na Fortune, mas no Livro dos Recordes.
Isso pessoalmente. Pois na questão administrativa e na vida pública, explodiu todos os limites, fez tudo o que “Deus duvida”. Foi acumulando bens e ilegalidades com a facilidade de quem cruzava de helicóptero os limites insuperáveis do Leblon até a Lagoa. E se o helicóptero podia ser usado para um trajeto facilmente transitável, é evidente que para Mangaratiba seria imprescindível.
Além do mais, ele dizia aberta e oficialmente: “Todos fazem a mesma coisa”. Aí, a outra ponta do delator, que acusava para se “defender”. Por isso, a concentração, em cima dele, dos protestos do povo nas ruas.
A NADA SURPREENDENTE DERROCADA DE DONA DILMA
Com esse levantamento que veio desde março, antes do povo nas ruas, até julho, depois que o mesmo povo saiu as ruas, a queda de Dona Dilma não é exagerada ou despropositada. De 79% para 31%, o que se evidencia como exagerado e despropositado é a avaliação inicial. 79% por quê? Foi eleita sem votos, o primeiro “poste” na carreira de Luiz Inácio Lula da Silva.
Sem nunca ter disputado eleição, ganhou logo para presidente. Está bem, era um gênio em matéria de administração, dominava a política como a arte de governar os povos, essas “credenciais” poderiam suprir a falta de votos. Mas logo que assumiu, visíveis apenas suas fragilidades. Então, por que os 79% que atingiu logo, logo, nas primeiras pesquisas.
QUEM SE EMPOSSOU FOI APENAS A GERENTONA
Essa palavra-rótulo foi uma oferta de Lula para ela. Sem outra denominação, apresentou-a ao eleitorado com essa definição, que apareceu imediatamente como negativa. Nos obstáculos logo no primeiro ano, enfrentou dificuldades naturais se exibindo como “faxineira”. Ela dizia que fazia “faxina” (quem faz faxina é “faxineira”). Mas nem isso era verdade.
Em poucos meses desse governo inicial e desencontrado, demitiu 7 ministros, era o que ela denomina de “faxina”. Mas em outros meses velozes desse 2011, readmitia ministros e reencontrava partidos, desmentindo a sua própria condição de autora da “faxina”. Todos compreenderam logo que ela apenas empurrava para debaixo de um tapete imaginário, irregularidades mais do que reais, visíveis e condenáveis. Era cumplicidade?
COM 14 MESES DE ANTECIPAÇÃO, NINGUÉM ESTÁ LIQUIDADO OU DERROTADO
Dos presidenciáveis, nenhum está fora de avaliação ou pretensão. Por isso e por estar no Poder, Dona Dilma pode se considerar em condições de movimentar as pedras desse xadrez que cobre o território do país. Outros, por terem caído menos, se julgam menos vulneráveis, fazem acordo “para o segundo turno”, nem sabem se disputarão o primeiro.
Sergio Cabral não concorria a nada, queria ser nomeado embaixador na França. Só que quem tem que nomeá-lo, perdeu o Poder da nomeação.
Não queria que a semana e o mês acabassem, sem um exame do repórter. São muitos os assuntos, o tempo vai se encarregar de firmar, fixar ou desequilibrar posições.
O PAPA DOMINA PELA PARTICIPAÇÃO
A visita ao Brasil já estava marcada antes da renúncia de Bento XVI e logicamente da ascensão quase surpreendente do cardeal arcebispo. Falaram logo que ele desmarcaria a viagem ao Brasil, que a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) ficaria para outra oportunidade, talvez um novo país.
Nesses 4 meses decorridos, com o nome não esperado, simplesmente Francisco, sua consagração foi quase diária, ele se firmou na correção dos erros e desacertos administrativos. Mas também por abandonar a luxuosa liturgia da Igreja. E confirmou inteiramente a vinda ao Brasil, um sucesso retumbante. Enfrentou chuva, frio inesperado, confusão nos transportes. Mas inflexível, deu todos os “recados” que se imaginava.
HUMILDADE, SIMPLICIDADE, CONTRA A CORRUPÇÃO TOTAL
Falando em Copacabana ou em Aparecida, as palavras do Papa obtinham repercussão nacional, eram entendidas em Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio, São Paulo e outras localidades. Por causa da chuva, teve que mudar de local e de auditório, mas sempre com a mesma tranquilidade, humildade, credibilidade.
Os que sentiam que eram os alvos da palavra despojada mas candente do Papa, ficam desacordados, atingidos diretamente. E assim, no chão ou nas cordas, não podiam reagir. O Papa citou duramente “a corrupção dos políticos”, não quis esconder nada.
E falando nos olhos dos jovens, concitou-os, incitou-os, incorporou-os: “Não saiam das ruas, não abandonem as reivindicações”. Aí então se dirigiu sem camuflagem a todos, sem exceção. A favor e contra, sem que fosse necessária interpretação. Falta só hoje, sábado, e amanhã, domingo. E o povo nas ruas e em Copacabana, já na segunda-feira sentirá falta de Francisco.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Momento de reflexão

Esse é um momento de muita tensão no Brasil. Principalmente no Rio de Janeiro, onde a Democracia está sendo colocada em jogo. As Redes Sociais mostram cada vez mais seu poder e quem tem poder tem que ter responsabilidade, pois caso o contrário pode vir a cometer o mesmo erro daquele que está sendo combatido.

É um fato claro que diante de tantas informações e da facilidade que existe hoje em se disseminar conteúdos que as mídias oficiais omitem, as redes sociais coloque muita gente poderosa em cheque. Mas é fato também que a quantidade de informações duvidosas se alastram numa velocidade perigosa.
Contudo o motivo deste post é uma preocupação que acho pertinente e que demanda muito cuidado. Por isso espero que seja lido até o fim. 

O crescente ódio declarado a PM por conta da péssima estratégia escolhida por quem DÁ AS ORDENS pode nos levar a uma escuridão violenta e assassina. 
Questionar os métodos utilizados e combater os abusos e os equívocos é um DEVER democrático que cabe a todos os cidadãos e as autoridades. Olhar para a PM e achar que ela é o CENTRO PRINCIPAL DOS PROBLEMAS não é, A MEU VER, a atitude mais inteligente.
Estes homens que são o BRAÇO ARMADO DE UM ESTADO QUE SE UTILIZA HÁ SÉCULOS de manobras obscuras dentro de comunidades carentes e que nesse momento mostra os dentes nas áreas nobres das cidades atingindo quem antes apenas assistia suas aberrações, RECEBEM ORDENS. Estes homens têm famílias, têm um péssimo salário, muitos não têm instrução, vários são corruptos, contudo são apenas os GALHOS dessa árvore. O Problema está na raiz, o Coringa está no TRONCO. E da forma como o Estado vem fazendo uso da força policial e que a população vem reagindo e a mídia - MUITAS VEZES SEM ESCRÚPULO ALGUM, municiando a mente de quem não está acompanhando os acontecimentos de perto, pode ocasionar numa ação mais grave por parte dos manifestantes ou mesmo por parte da própria polícia - o que poderá desencadear uma guerra sem precedentes na história desse país. 
As pessoas estão cansadas de serem enganadas. 
Mas não é A POLÍCIA O NOSSO INIMIGO. Não são os POLICIAIS que recebem ORDENS e que estão ali, e tenho certeza - MUITOS A CONTRA GOSTO - que precisam ser combatidos. 
Vale questionar a desmilitaziração da corporação? 
SIM. 
Mas há que se pensar numa estratégia - e devemos pensar juntos - PARA QUE OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS sejam identificados. 
QUEM SÃO ELES? 
O Poder Legislativo no papel de DEPUTADOS, SENADORES E VEREADORES que se escondem atrás de gabinetes e legendas - não interessa o partido - trabalhando em benefício próprio. 
O Poder Judiciário - que se corrompe muita vezes, que permite uma IMPUNIDADE descabida num país que por si só já é repleto de injustiças sociais e cujo a justiça é lenta e só atende aos RICOS.
O Poder executivo - no Papel dos Governantes que fazem uso da polícia como instrumento de auto-proteção.

Repito. 
Não podemos nos omitir diante dos fatos. Mas estamos sendo jogados uns contra os outros e aqueles que deveriam ser colocados no FOCO, estão sorrindo por ai, andando repletos de mordomias e se LIXANDO para a população. 

HÁ QUE SE QUESTIONAR: 
- Esses enfrentamentos constantes com os policiais, tem tido início através de QUAL SETOR? Manifestantes ou policias? 
- A Polícia ataca ou reage ao ser atacada? 
- Quem está atacando a polícia? Manifestantes organizados ou grupos INFILTRADOS na intenção de tirar a legitimidade dos Movimentos? 
- Existe a possibilidade de um diálogo dos movimentos sociais, dos Direitos Humanos e da Cúpula da PM ou a ordem é não ouvir ninguém e deixar o caos tomar conta? 
- Estamos de fato organizados ou estamos nos deixando nos levar pelo ódio? 

O ódio cega!!!!! 
O Fanatismo cega!!! 
A Ignorância Cega!!!! 

É preciso manter nosso espírito de mudança ACESO E FORTE, mas é preciso ter diretrizes e mirar no PROBLEMA CERTO. 
Não concordo com as ações violentas da PM, acho que a criminalizarão dos movimentos feito por alguns veículos de comunicação tem gerado mais ÓDIO - pois a internet tem mostrado o outro lado da moeda e as pessoas estão percebendo as MANIPULAÇÕES. No entanto se partirmos para o OLHO POR OLHO DENTE POR DENTE - poderemos ficar todos cegos. 

Vou buscar um momento de reflexão. 
O PM não é meu inimigo, mas posso duvidar de quem esteja tentando fazer com que aos meus olhos a figura que deveria me proteger seja enviada para nos destruir. 

Tico Santacruz