sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vencedores do Trófeu Algemas de Ouro serão anunciados domingo

Os nomes dos vencedores do Troféu Algemas de Ouro 2012 serão anunciados neste domingo, dia 20, durante o Grito de Carnaval do Pega Ladrão. Até lá, a coordenação do Movimento 31 de Julho, que promoveu a enquete no Facebook, estará fazendo a apuração para impugnar os milhares de votos falsos de softwares robôs usados para fraudar a votação dos maiores corruptos de 2012.
Sarney venceu em 2011
Segundo os organizadores da enquete, todos os dez candidatos ao troféu merecem as algemas, mas o resultado da votação tem de espelhar a verdade das urnas. Os votos estão sendo verificados com a ajuda dos eleitores, que fizeram centenas de comentários na página da enquete indicando eleitores repetidos, perfis com nomes diferentes e fotos iguais e sequências de votos vindos do exterior de perfis criados há poucos dias e com quantidade irrisória de amigos e interações. Além disso, os votos visíveis foram fotografados e analisados pela coordenação. Caso o Facebook não disponibilize todos os votos, a coordenação usará o critério de amostragem e fixará a margem de erro.
MAIS VOTADOS
Até o encerramento da votação, na terça-feira, dia 15, foram registrados mais de 23 mil votos, dos quais muitos são suspeitos. A coordenação comunicou a manipulação ao Facebook na semana passada e divulgou o caso na Internet e através da imprensa. Mas isso não inibiu a ação dos robôs fraudadores.
Os candidatos mais votados foram o ex-senador Demóstenes Torres, o ex-presidente Lula, o deputado Eduardo Azeredo, o ex-governador Paulo Maluf e o governador Sérgio Cabral. Mas essa ordem poderá ser alterada depois das impugnações. Os demais candidatos são a ex-ministra Erenice Guerra, o ministro Fernando Pimentel, o empresário Fernando Cavendish, o senador Jader Barbalho e o ex-governador José Roberto Arruda.
A primeira edição do Troféu Algemas de Ouro (2011) foi vencida pelo senador José Sarney com 60% dos 7 mil votos. As Algemas de Prata ficaram com o ex-ministro José Dirceu. E as Algemas de Bronze ficaram com a deputada federal Jaqueline Roriz.
A entrega das algemas aos mais corruptos de 2012 será durante o Grito de Carnaval do Pega Ladrão, neste domingo, dia 20, às 15 horas, no Leblon (esquina de Ataulfo de Paiva e Carlos Goes, em frente ao Cinema Leblon). O resultado final da votação será anunciado somente na hora da premiação. O vencedor das algemas de ouro também receberá um checão no valor roubado dos cofres públicos.
CANDIDATOS E OBRAS
Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) – ex-senador, da Quadrilha Delta-Cachoeira.
Eduardo Azeredo (PSDB/MG) – deputado federal, envolvido no mensalão do PSDB de MG.
Erenice Guerra (PT) – ex-ministra da Casa Civil, afastada por tráfico de influência.
Fernando Pimentel (PT) – ministro do Desenvolvimento, acusado de consultorias fantasmas.
Fernando Cavendish (Delta) – ex-presidente da Delta, empresário líder no mercado da corrupção.
Jader Barbalho (PMDB/PA) – senador, escapou da Lei da Ficha Limpa; envolvido no escândalo da Sudam.
José Roberto Arruda (ex-DEM/DF) – ex-governador do DF, cassado por corrupção explícita.
Lula (PT) – ex-presidente, que não sabe do Mensalão nem do Rosegate, pelo conjunto da obra.
Paulo Maluf (PP/SP) – deputado federal, fugitivo da Interpol, pelo conjunto da obra.
Sérgio Cabral (PMDB/RJ) – governador do RJ, da Gang do Guardanapo, amigo da Delta.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Royalties: Dilma editará MP após dar veto parcial

247, com Reuters - A presidente Dilma Rousseff editará uma medida provisória após vetar parte do projeto de lei que modifica a distribuição de royalties do petróleo entre União, Estados e municípios, com o objetivo de preservar os contratos em vigência e garantir um prejuízo menor para as regiões produtoras do país, disseram duas fontes do governo nesta terça-feira.
Dilma tem até sexta-feira para tomar uma decisão sobre o projeto de lei aprovado na Câmara no início do mês, cujo texto aumenta as receitas de Estados e municípios não produtores e reduz os royalties recebidos pela União e Estados produtores, gerando protestos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, de onde se extrai a maior parte do petróleo no país.
Ela vetará a parte do texto que muda a distribuição dos contratos atuais, preservando as alterações previstas no projeto para as concessões futuras, algo que até mesmo o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), acabou admitindo ao falar sobre o assunto após protesto "Veta Dilma", na segunda-feira.
"A tentativa é costurar um acordo que agrade pelo menos um pouco a pouco a todos", disse uma fonte do governo. Dilma é contra mexer na divisão das atuais receitas, posição que atende também os governadores do Espírito Santo e São Paulo.
Para não desagradar aos governos estaduais e municipais não produtores de petróleo, que preferem que não ocorra nenhum veto ao atual projeto, Dilma também estaria disposta a outras contrapartidas, como a renegociação de dívidas junto ao governo federal, uma das principais reivindicações dos governadores e prefeitos, e também aumentar o Fundo de Participação de Estados e Municípios, segundo uma das fontes.
A parte da lei que seria mantida pela presidente trata das regras de pagamento e distribuição de royalties nos campos do pré-sal, que serão licitados pelo regime de partilha, com o primeiro leilão previsto para novembro de 2013.
Mesmo nesse ponto, uma das fontes ouvidas pela Reuters afirmou que há problemas técnicos na proposta aprovada pelo Congresso, e o governo ainda está estudando qual a melhor forma de resolver.
A presidente Dilma estaria preocupada com uma eventual enxurrada de liminares e medidas cautelares de prefeituras e governos estaduais, o que geraria mais insegurança jurídica sobre a exploração de petróleo no país e poderia atrasar o cronograma de leilões de 2013 --o primeiro, ainda sob o regime de concessão, está marcado para maio.
Uma terceira fonte do governo afirmou nesta terça-feira à Reuters, sob condição de anonimato, que a presidente teme que qualquer solução que ela adote em relação ao tema não impeça uma batalha judicial dos produtores e dos não produtores.
Municípios e Estados produtores já teriam dado a receita dos royalties como garantia em empréstimos, inclusive junto ao Banco do Brasil, e prometem ir ao Judiciário garantir suas receitas, segundo as fontes.
Pelo projeto aprovado no Congresso Nacional, os Estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, perderiam arrecadação já a partir de 2013.
E os não produtores já passariam a receber recursos a partir de 1º de janeiro, o que tem mobilizado políticos para manter o texto atual, para garantir em breve aumento de receita.
Esses recursos, no entanto, seriam dos contratos já em vigor, uma vez que os futuros contratos ainda levarão alguns anos para começar a produzir petróleo.
O governo do Rio estima uma perda de mais de 3,4 bilhões de reais no próximo ano, e de 77 bilhões de reais até 2020, somente dos contratos existentes, considerando o texto aprovado pela Câmara.
Esse cálculo foi feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio e leva em consideração o dólar a 2 reais e o barril do petróleo a 90 dólares.
Para Rafael Schechtman, especialista em regulação na área de petróleo e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), a ameaça de uma corrida ao Judiciário contra a lei dos royalties, caso o texto atual prevaleça, poderia comprometer os leilões de novos blocos previstos para 2013.
"A questão do rompimento dos contratos é um argumento muito forte", disse ele.
Dilma avalia, entretanto, que uma possível judicialização é resultado da falta de acordo no Congresso sobre a questão e que o Planalto não pode ser responsabilizado.
A presidente ainda estuda se colocará na MP a obrigação para que todos os recursos provenientes dos royalties sejam aplicados na educação, como o governo chegou a propor durante a tramitação do projeto na Câmara segundo uma das fontes.
Congelamento dos valores
A respeito de um possível congelamento de valores dos royalties, negociação que estaria ocorrendo em Brasília, conforme noticiou nesta quarta-feira o jornal O Globo, o governador Sérgio Cabral afirma ser totalmente contra e que Estado pode ir à Justiça se a medida chegar a ser concretizada.
O secretário de Desenvolvimento do Estado, Júlio Bueno, disse ao jornal carioca que Cabral se mostrou inconformado com a ideia. "Isso não pode. Não tem como se congelar um valor, é totalmente ilegal. Qualquer solução nesse sentido iremos à Justiça", garantiu Bueno.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Caso Rose é grande teste na relação Lula-Dilma

247 - Nos primeiros dois anos do governo Dilma Rousseff, a relação entre ela e o ex-presidente Lula experimentou vários momentos de tensão. Um deles, a demissão de Antonio Palocci. Lula foi contra, mas sua posição não prevaleceu.
O ex-presidente também tentou segurar outros aliados, como Alfredo Nascimento e Orlando Silva, mas sempre foi voto vencido diante dos argumentos apresentados por ela. 
Passadas as turbulências, tudo voltava ao normal, sem nenhum ruído ou sinal exterior de tensão. E a relação crescia quando Dilma encarava a oposição, como quando escreveu uma nota contra um artigo de Fernando Henrique Cardoso em que Lula era atacado, ou nas vitórias eleitorais recentes.
Agora, no "caso Rose", é diferente.  Antes, Dilma demitia ministros indicados por aliados políticos – salvo a exceção de Palocci. Agora, o nome da crise é Lula, de quem ela se vê forçada a se desvencilhar.
Lula, quando chegou de viagem da Índia, onde recebeu o prêmio Indira Ghandi, se disse "apunhalado pelas costas".
Interpretou-se que a fala era dirigida à sua ex-chefe de gabinete em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que teria feito tráfico de influência sem o seu conhecimento.
No caso da Operação Porto Seguro, diversos constrangimentos teriam sido evitados, se o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, tivesse maior controle sobre as operações mais sensíveis da Polícia Federal.
Não para que Rose fosse poupada ou protegida. Mas para que a demissão ocorresse sem estardalhaço.
Hoje, Lula enfrenta diversos constrangimentos. É acusado de favorecer nomeações, como a da filha de Rose na Agência Nacional de Aviação Civil, após conversas ao pé do ouvido. E pode ter caído no grampo da Polícia Federal.
Do ponto de vista pessoal, os problemas são ainda maiores. Rose já é chamada de "mulher de Lula" por blogueiros, como Reinaldo Azevedo. Outros tucanos, como Xico Graziano, espalham pelo Twitter que ela e o ex-presidente teriam um caso extraconjugal. E jornais publicam informações de que Rose era uma espécie de "madame" ou segunda-dama, usando cartões corporativos sem nenhum tipo de controle.
O nome da crise atual é Lula. Uma crise que, segundo aliados de Lula, deveria ter sido evitada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Roubaram o futuro de nossos filhos




 
FICHA SUJA NUNCA MAIS!!! NEM PARA GARI!!!
VOCÊ READMITIRIA UM EMPREGADO QUE VOCÊ MESMO HOUVESSE DEMITIDO POR TER ROUBADO SUA EMPRESA? 
POIS O BRASIL É COMO SE FOSSE SUA EMPRESA QUEM A MANTÉM É VOCÊ COM SEUS IMPOSTOS E OS POLÍTICOS ELEITOS SÃO OS FUNCIONÁRIOS DESSA EMPRESA...
CIDADÃOS CONDENADOS POR MAU USO OU DESVIO DE VERBA PÚBLICA DE QUALQUER NATUREZA,
 POLÍTICO OU FUNCIONÁRIO PÚBLICO NÃO DEVERIA MAIS PODER EXERCER QUALQUER  
PARTICIPAÇÃO POLÍTICA(INCLUSIVE DENTRO DE PARTIDOS) OU FUNÇÃO PÚBLICA NEM DE GARI.
QUEREM MESMO É UM POVO IGNORANTE E INCAPACITADO DE SE INFORMAR PARA MANTEREM OS "CURRAIS ELEITORAIS"
POVO INSTRUÍDO E BEM FORMADO POLITICAMENTE NÃO VOTA 
EM CORRUPTOS OU INCOMPETENTES...



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A FARSA DO PRÉ - SAL Carta à Revista Veja*

"Caro Diretor de Redação
Revista Veja - São Paulo
Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições, como de fato enganou e ganhou. Sua reeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros.

A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta.. Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela.

Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos:
a) falta de tecnologia adequada;
b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e,
c) falta de viabilidade econômica: “mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em águas profundas da Bacia de Campos.”
Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençois por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um.
Relata a reportagem:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade. As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram. 

Os sinais de que os ventos mudaram vêm de longe. Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. No segundo trimestre de 2012, contabilizou um prejuízo de 1,3 bilhão de reais. Foi o pior resultado desde 1999. No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”.
Continua Veja:
“Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Ainda em seu primeiro mandato, o Exu de Nove Dedos anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo. Hoje, o Brasil importa gasolina, óleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos. E ninguém cobra isto dele? O momento é oportuno, já que o ano é eleitoral. 
Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das ações da Petrobrás desde àquela manobra de capitalizá-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres. De lá para cá a Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares! E ninguém cobra nada de ninguém?

Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetária, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta, fica a ver navios”.

A reportagem da Veja está primorosa. Pena que não sido publicada há uns quatro anos atrás.
Cordialmente,
Otacílio M. Guimarães
Nota: Os grifos são meus. Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil:
http://www.goodideas.statoil.com/deep-dive-pt#heavy-oil-container

sábado, 17 de novembro de 2012

As terras não são dos índios. São da União.

Antonio Henrique Medici
O índio não pode arrendar ou explorar comercialmente as terras em que vive. Se o faz, está abandonando sua cultura, e se abandona sua cultura deixa de ser índio para se tornar cidadão brasileiro, com direitos e deveres. E mesmo assim as terras continuam sendo da União, contra as quais não cabe usucapião ou acessão por posse.

O índio não é cidadão, mas é brasileiro. Quer queira ou não. Nenhum país pode recepcioná-lo como cidadão nato, só o Brasil.
Não pode celebrar contrato, não transmite herança, não paga pensão alimentícia, não é obrigado a matricular os filhos em escola formal, não sofre ação de divórcio, não pode ser executado por dívida, não pode ser processado por calúnia ou difamação….
As terras não são dos índios. São da União. E mesmo assim, os índios ameaçam nossa soberania, dentro de nosso território. Digo nossa soberania porque a União é nossa, pode não parecer mas nós não pertencemos à União. A União é que pertence a nós, cidadãos Brasileiros.
Temos que tratar o índio de acordo com a natureza jurídica de seu status, ou seja: incapaz, tutelado pelo Estado.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O que não enxergamos?

As doses fortes do STF e as sentenças no prelo deixam a sensação de que a justiça foi bem feita. As penas altas fizeram alguns festejar o início de uma nova era. Como figura pública, o ministro Barbosa emerge como novo e intempestivo fator. Passei incólume pela euforia. Talvez porque as narrativas não alcançaram ou discutiram o que realmente importa: a agressão à democracia. Claro, eles não eram malfeitores comuns, as intenções eram as melhores possíveis, fazer prevalecer o que acreditavam ser o melhor para todos. Não compravam deputados, tentaram era calar qualquer voz dissonante. Mas, se eles derem licença, preciso dizer que eu, como muitos, não tenho claro que o isso deles é o melhor. Se bem esclarecida, a maioria também recusaria o “melhor para todos” goela abaixo, e o trocaria por um punhado de liberdade para discordar.
Então, descubro que a incapacidade de vibrar com sentenças judiciárias não decorre só da natureza melancólica e deprimente dos fatos mas de perceber, em todo canto, que a ideologia triunfa sobre ideias, e assim vai inutilizando e desconstruindo o diálogo, a nossa grande chance de sair dessa furada.
Pergunto-me se eles realmente perderam. Talvez aqui paire a grande ilusão, pois, no final das contas, a lógica do mensalão deu certo! Isso porque parte significativa da esquerda prefere se esconder atrás dos justificacionismos a exercer a autocrítica. Se com a direita a tese geral era o pornográfico “benefícios privados, riscos públicos”, a moda agora é “por melhores indicadores sociais, vale a pena até matar”. É a sórdida mistura dessas duas lógicas que triunfa no Brasil contemporâneo, e não só na política.
Por isso, nada espantoso que tenhamos pena de morte de policiais decretada a partir de celulares de presídios de segurança máxima, ações desastradas que tentam estancar a sangria das chacinas diárias entre traficantes, milicianos e organizações criminosas, e o espetacular resultado final: os habitantes das cidades sem saberem a quem recorrer e como se defenderem da ausência de regras. Em caso de dúvida, perguntem ao ministro da Justiça! Lembremo-nos de que muitos réus foram avalizados por votação, e permanecem cultuados nas seitas às quais pertencem. Eles não são vilões solitários, tampouco os autonomeados mártires, como costumam se apresentar.
Será que estamos sendo conservadores? Injustos? Há alguma chance de encarar como justo o que os réus fizeram diante das circunstâncias históricas? Vale breve recapitulação.
Engatinhávamos na democracia e, de joelhos, vimos Tancredo Neves desabar um dia antes da posse. O que nos aconteceu ali? O medo de que toda conquista das diretas, e o direito de escolher nossos representantes fosse, mais uma vez, adiado. Isso até que a Junta Militar decidisse se estávamos ou não maduros para votar. No palitinho, ganhamos um voto de confiança dos generais. E o que fizemos com nossa liberdade? Com a ajuda da mídia elegemos Collor, e com a ajuda da grande mídia corrigimos o equívoco. Em seguida, o intelectual FHC, um benévolo luxo inédito que nos permitimos, depois de longo período de obscuridade. O país avançou, as instituições se fortaleceram, apesar da má vontade da oposição petista da época. E foi esse avanço mais a essencial estabilidade da moeda que permitiu que Lula levasse a eleição seguinte. Triunfo importante para os trabalhadores, novos avanços e surpresa: alguma esperança republicana com a civilizada manutenção das conquistas dos governos anteriores. Mas eis que o candente núcleo político decidiu que precisava da hegemonia, e, inspirado em esquema preexistente, do qual quase todos os outros partidos já haviam se beneficiado, montou o mais ousado e maciço assalto à República de todos os tempos. Aí veio a briga pelo espólio e as denúncias de Jefferson. O governo balançou, e não caiu graças às ameaças de dossiês que, de parte a parte, geraram pânico entre os políticos e seus financiadores. A República, amedrontada, desmontaria. Será?
Aqui é possível afirmar: precisamos enxergar que ainda NÃO vivemos em pleno estado democrático de direito nem gozamos de liberdade ampla geral e irrestrita, já que democracia sem diálogo não passa de ditadura com voto.
Ninguém é 100% em nada, muito menos honesto ou desonesto. Mas há uma linha tabu, que não deve ser ultrapassada: decência e transparência com a coisa pública. E esqueçam arrependimentos: por paixão, ganância e poder, eles fariam tudo de novo, embrulhados na bandeira de uma doutrina anacrônica e rançosa, que já não atende mais às sociedades do mundo. Direita e esquerda falharam, falham e falharão, levando, junto com suas experiências caóticas, centenas de milhões ao buraco e aos divãs. 
Alguém precisa inventar nova direção. Talvez nenhuma!