quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Caso Rose é grande teste na relação Lula-Dilma

247 - Nos primeiros dois anos do governo Dilma Rousseff, a relação entre ela e o ex-presidente Lula experimentou vários momentos de tensão. Um deles, a demissão de Antonio Palocci. Lula foi contra, mas sua posição não prevaleceu.
O ex-presidente também tentou segurar outros aliados, como Alfredo Nascimento e Orlando Silva, mas sempre foi voto vencido diante dos argumentos apresentados por ela. 
Passadas as turbulências, tudo voltava ao normal, sem nenhum ruído ou sinal exterior de tensão. E a relação crescia quando Dilma encarava a oposição, como quando escreveu uma nota contra um artigo de Fernando Henrique Cardoso em que Lula era atacado, ou nas vitórias eleitorais recentes.
Agora, no "caso Rose", é diferente.  Antes, Dilma demitia ministros indicados por aliados políticos – salvo a exceção de Palocci. Agora, o nome da crise é Lula, de quem ela se vê forçada a se desvencilhar.
Lula, quando chegou de viagem da Índia, onde recebeu o prêmio Indira Ghandi, se disse "apunhalado pelas costas".
Interpretou-se que a fala era dirigida à sua ex-chefe de gabinete em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que teria feito tráfico de influência sem o seu conhecimento.
No caso da Operação Porto Seguro, diversos constrangimentos teriam sido evitados, se o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, tivesse maior controle sobre as operações mais sensíveis da Polícia Federal.
Não para que Rose fosse poupada ou protegida. Mas para que a demissão ocorresse sem estardalhaço.
Hoje, Lula enfrenta diversos constrangimentos. É acusado de favorecer nomeações, como a da filha de Rose na Agência Nacional de Aviação Civil, após conversas ao pé do ouvido. E pode ter caído no grampo da Polícia Federal.
Do ponto de vista pessoal, os problemas são ainda maiores. Rose já é chamada de "mulher de Lula" por blogueiros, como Reinaldo Azevedo. Outros tucanos, como Xico Graziano, espalham pelo Twitter que ela e o ex-presidente teriam um caso extraconjugal. E jornais publicam informações de que Rose era uma espécie de "madame" ou segunda-dama, usando cartões corporativos sem nenhum tipo de controle.
O nome da crise atual é Lula. Uma crise que, segundo aliados de Lula, deveria ter sido evitada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Roubaram o futuro de nossos filhos




 
FICHA SUJA NUNCA MAIS!!! NEM PARA GARI!!!
VOCÊ READMITIRIA UM EMPREGADO QUE VOCÊ MESMO HOUVESSE DEMITIDO POR TER ROUBADO SUA EMPRESA? 
POIS O BRASIL É COMO SE FOSSE SUA EMPRESA QUEM A MANTÉM É VOCÊ COM SEUS IMPOSTOS E OS POLÍTICOS ELEITOS SÃO OS FUNCIONÁRIOS DESSA EMPRESA...
CIDADÃOS CONDENADOS POR MAU USO OU DESVIO DE VERBA PÚBLICA DE QUALQUER NATUREZA,
 POLÍTICO OU FUNCIONÁRIO PÚBLICO NÃO DEVERIA MAIS PODER EXERCER QUALQUER  
PARTICIPAÇÃO POLÍTICA(INCLUSIVE DENTRO DE PARTIDOS) OU FUNÇÃO PÚBLICA NEM DE GARI.
QUEREM MESMO É UM POVO IGNORANTE E INCAPACITADO DE SE INFORMAR PARA MANTEREM OS "CURRAIS ELEITORAIS"
POVO INSTRUÍDO E BEM FORMADO POLITICAMENTE NÃO VOTA 
EM CORRUPTOS OU INCOMPETENTES...



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A FARSA DO PRÉ - SAL Carta à Revista Veja*

"Caro Diretor de Redação
Revista Veja - São Paulo
Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedos com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições, como de fato enganou e ganhou. Sua reeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros.

A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta.. Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela.

Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos:
a) falta de tecnologia adequada;
b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e,
c) falta de viabilidade econômica: “mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em águas profundas da Bacia de Campos.”
Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençois por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um.
Relata a reportagem:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade. As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram. 

Os sinais de que os ventos mudaram vêm de longe. Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. No segundo trimestre de 2012, contabilizou um prejuízo de 1,3 bilhão de reais. Foi o pior resultado desde 1999. No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”.
Continua Veja:
“Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Ainda em seu primeiro mandato, o Exu de Nove Dedos anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo. Hoje, o Brasil importa gasolina, óleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos. E ninguém cobra isto dele? O momento é oportuno, já que o ano é eleitoral. 
Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorização das ações da Petrobrás desde àquela manobra de capitalizá-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres. De lá para cá a Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares! E ninguém cobra nada de ninguém?

Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetária, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta, fica a ver navios”.

A reportagem da Veja está primorosa. Pena que não sido publicada há uns quatro anos atrás.
Cordialmente,
Otacílio M. Guimarães
Nota: Os grifos são meus. Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil:
http://www.goodideas.statoil.com/deep-dive-pt#heavy-oil-container

sábado, 17 de novembro de 2012

As terras não são dos índios. São da União.

Antonio Henrique Medici
O índio não pode arrendar ou explorar comercialmente as terras em que vive. Se o faz, está abandonando sua cultura, e se abandona sua cultura deixa de ser índio para se tornar cidadão brasileiro, com direitos e deveres. E mesmo assim as terras continuam sendo da União, contra as quais não cabe usucapião ou acessão por posse.

O índio não é cidadão, mas é brasileiro. Quer queira ou não. Nenhum país pode recepcioná-lo como cidadão nato, só o Brasil.
Não pode celebrar contrato, não transmite herança, não paga pensão alimentícia, não é obrigado a matricular os filhos em escola formal, não sofre ação de divórcio, não pode ser executado por dívida, não pode ser processado por calúnia ou difamação….
As terras não são dos índios. São da União. E mesmo assim, os índios ameaçam nossa soberania, dentro de nosso território. Digo nossa soberania porque a União é nossa, pode não parecer mas nós não pertencemos à União. A União é que pertence a nós, cidadãos Brasileiros.
Temos que tratar o índio de acordo com a natureza jurídica de seu status, ou seja: incapaz, tutelado pelo Estado.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O que não enxergamos?

As doses fortes do STF e as sentenças no prelo deixam a sensação de que a justiça foi bem feita. As penas altas fizeram alguns festejar o início de uma nova era. Como figura pública, o ministro Barbosa emerge como novo e intempestivo fator. Passei incólume pela euforia. Talvez porque as narrativas não alcançaram ou discutiram o que realmente importa: a agressão à democracia. Claro, eles não eram malfeitores comuns, as intenções eram as melhores possíveis, fazer prevalecer o que acreditavam ser o melhor para todos. Não compravam deputados, tentaram era calar qualquer voz dissonante. Mas, se eles derem licença, preciso dizer que eu, como muitos, não tenho claro que o isso deles é o melhor. Se bem esclarecida, a maioria também recusaria o “melhor para todos” goela abaixo, e o trocaria por um punhado de liberdade para discordar.
Então, descubro que a incapacidade de vibrar com sentenças judiciárias não decorre só da natureza melancólica e deprimente dos fatos mas de perceber, em todo canto, que a ideologia triunfa sobre ideias, e assim vai inutilizando e desconstruindo o diálogo, a nossa grande chance de sair dessa furada.
Pergunto-me se eles realmente perderam. Talvez aqui paire a grande ilusão, pois, no final das contas, a lógica do mensalão deu certo! Isso porque parte significativa da esquerda prefere se esconder atrás dos justificacionismos a exercer a autocrítica. Se com a direita a tese geral era o pornográfico “benefícios privados, riscos públicos”, a moda agora é “por melhores indicadores sociais, vale a pena até matar”. É a sórdida mistura dessas duas lógicas que triunfa no Brasil contemporâneo, e não só na política.
Por isso, nada espantoso que tenhamos pena de morte de policiais decretada a partir de celulares de presídios de segurança máxima, ações desastradas que tentam estancar a sangria das chacinas diárias entre traficantes, milicianos e organizações criminosas, e o espetacular resultado final: os habitantes das cidades sem saberem a quem recorrer e como se defenderem da ausência de regras. Em caso de dúvida, perguntem ao ministro da Justiça! Lembremo-nos de que muitos réus foram avalizados por votação, e permanecem cultuados nas seitas às quais pertencem. Eles não são vilões solitários, tampouco os autonomeados mártires, como costumam se apresentar.
Será que estamos sendo conservadores? Injustos? Há alguma chance de encarar como justo o que os réus fizeram diante das circunstâncias históricas? Vale breve recapitulação.
Engatinhávamos na democracia e, de joelhos, vimos Tancredo Neves desabar um dia antes da posse. O que nos aconteceu ali? O medo de que toda conquista das diretas, e o direito de escolher nossos representantes fosse, mais uma vez, adiado. Isso até que a Junta Militar decidisse se estávamos ou não maduros para votar. No palitinho, ganhamos um voto de confiança dos generais. E o que fizemos com nossa liberdade? Com a ajuda da mídia elegemos Collor, e com a ajuda da grande mídia corrigimos o equívoco. Em seguida, o intelectual FHC, um benévolo luxo inédito que nos permitimos, depois de longo período de obscuridade. O país avançou, as instituições se fortaleceram, apesar da má vontade da oposição petista da época. E foi esse avanço mais a essencial estabilidade da moeda que permitiu que Lula levasse a eleição seguinte. Triunfo importante para os trabalhadores, novos avanços e surpresa: alguma esperança republicana com a civilizada manutenção das conquistas dos governos anteriores. Mas eis que o candente núcleo político decidiu que precisava da hegemonia, e, inspirado em esquema preexistente, do qual quase todos os outros partidos já haviam se beneficiado, montou o mais ousado e maciço assalto à República de todos os tempos. Aí veio a briga pelo espólio e as denúncias de Jefferson. O governo balançou, e não caiu graças às ameaças de dossiês que, de parte a parte, geraram pânico entre os políticos e seus financiadores. A República, amedrontada, desmontaria. Será?
Aqui é possível afirmar: precisamos enxergar que ainda NÃO vivemos em pleno estado democrático de direito nem gozamos de liberdade ampla geral e irrestrita, já que democracia sem diálogo não passa de ditadura com voto.
Ninguém é 100% em nada, muito menos honesto ou desonesto. Mas há uma linha tabu, que não deve ser ultrapassada: decência e transparência com a coisa pública. E esqueçam arrependimentos: por paixão, ganância e poder, eles fariam tudo de novo, embrulhados na bandeira de uma doutrina anacrônica e rançosa, que já não atende mais às sociedades do mundo. Direita e esquerda falharam, falham e falharão, levando, junto com suas experiências caóticas, centenas de milhões ao buraco e aos divãs. 
Alguém precisa inventar nova direção. Talvez nenhuma! 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TSE pode determinar novas eleições em 10 municípios de Minas Gerais

Lucas Pavanelli
Quase cem mil eleitores de dez municípios mineiros podem ter que voltar às urnas em 2013 para eleger, novamente, o prefeito de sua cidade. De acordo com balanço do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE), em Gouveia, Capela Nova, Piedade dos Gerais, Biquinhas, Camanducaia, Mar de Espanha, Rochedo de Minas, Guiricema, Cachoeira Dourada e Pirapora, os prefeitos eleitos correm o risco de não assumirem os cargos no dia 1º de janeiro do ano que vem, já que respondem a processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se condenados, uma nova eleição terá que ser realizada.

Os dez vencedores no pleito municipal de outubro devem ser julgados até o dia 19 de dezembro – data da diplomação dos prefeitos eleitos, prazo máximo para a definição, segundo a presidente do TSE, a ministra Cármen Lúcia. De acordo com o artigo 164 do Código Eleitoral, como os dez candidatos receberam mais de 50% dos votos válidos nas urnas, uma nova eleição deve ser marcada “imediatamente”, segundo a lei eleitoral.
Ao todo, são 19 os prefeitos eleitos em todo o Estado que podem não assumir o cargo por terem algum problema na Justiça Eleitoral. Em nove municípios, no entanto, os candidatos que ficaram em segundo lugar na disputa pelas prefeituras assumirão caso os vencedores do pleito sejam impedidos pelo TSE de assumirem o cargo. Nesses casos, o primeiro colocado não obteve a maioria dos votos válidos.
A situação ocorre em Esmeraldas, Ibirité, Corinto, Arcos, Paulistas, Bambuí, Paraisópolis, São Francisco e São Pedro dos Ferros.
(Transcrito do jornal O Tempo)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ONG de 'matador' tem contrato de R$ 34 milhões em Guapimirim

Casa Espírita Tesloo tem contrato para fornecer funcionários — são 280 — para a prefeitura de Guapimirim

Rio -  Muito além da filantropia. Cuidar dos enfermos e desamparados deixou de ser a única especialização da Casa Espírita Tesloo. Presidida pelo rei dos confrontos armados do Rio — o major reformado da PM Sérgio Pereira de Magalhães —, a organização pulou a cerca da utilidade pública e abocanhou outro contrato milionário: além dos três convênios com a Prefeitura do Rio para cuidar dos menores abandonados e famílias em situação de risco, a ONG é responsável por treinar e fornecer mensalmente um corpo de 280 funcionários à Prefeitura de Guapimirim.
Um contrato que ultrapassa os R$ 34,8 milhões e entrou na lista dos negócios suspeitos da Prefeitura de Guapimirim, investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil na Operação ‘Os Intocáveis’. O trabalho levou à cadeia por irregularidades e desvio de verbas públicas, em agosto, o então prefeito Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, dois secretários e o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Emerick (PPS), o Marcelo do Queijo.
Foto: O Dia
Arte: O Dia
O convênio com a Tesloo, por 12 meses, foi publicado no Diário Oficial de Guapimirim no dia 5 de janeiro deste ano e prevê que a casa espírita forneça mão de obra “técnica especializada para todas as secretarias municipais”. Os serviços são os mais diversos: desde gente para o quadro administrativo e de apoio nas escolas e creches até os garis e motoristas, além de gerentes e pessoal de suporte contábil e jurídico.

O valor mensal do contrato da Tesloo alcança os R$ 2,9 milhões — média de R$ 10,3 mil por funcionário — e prevê o pagamento pela hora trabalhada. No caso de motorista, por exemplo, o município desembolsa R$ 13,93 a hora - o que equivaleria a um salário fantástico de R$ 111,44 pelo dia com oito horas de serviço.
O atual secretário de administração de Guapimirim, Fernando Braga, admitiu que não sabe os valores pagos aos servidores pela Tesloo. “Não sei. Os garis fazem muita hora-extra. Se o valor é muito alto, é por causa dos encargos sociais que estão embutidos no contrato”, acredita Braga. Os garis, como os motoristas de Guapimirim, dizem que recebem bem menos: R$ 1 mil por mês.
Secretário justifica valores elevados
O secretário de administração Fernando Braga admite que o contrato com a Tesloo foi uma espécie de máscara para terceirizar o funcionalismo público. Era para atender a exigência do Ministério Público — de regularizar os funcionários contratados sem concurso ou vínculo empregatício.
Sobre os valores elevados do contrato com a Tesloo, o secretário justifica o volume generoso de recursos com o pagamento dos encargos trabalhistas. “Não é só o salário, tem INSS, FGTS e outros custos”, analisa Braga, que não soube precisar o total gasto com os demais servidores do município.
A investigação da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) listou as contratações como suspeitas de fraude. Na apuração, alega que o prefeito Júnior do Posto, inclusive, desviava das funções os funcionários terceirizados. Um deles era lotado na padaria suspeita de ser fachada para a fraude na compra de farinha.
Operação em agosto prendeu o prefeito Junior do Posto, dois secretários e o presidente Câmara de Vereadores | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Operação em agosto prendeu o prefeito Junior do Posto, dois secretários e o presidente Câmara de Vereadores | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
As irregularidades encontradas na prefeitura  de Guapimirim incluíam o superfaturamento nos preços. O caso da compra de carnes para a merenda escolar que, além de cara, nem sempre terminavam na dispensa das creches e escolas, mas em açougues do município. As fraudes, ainda em apuração, envolvem 16 pessoas e o grupo é acusado de desviar, através de licitações fraudulentas, mais de R$ 1 milhão por mês.
TERRENO E MÓVEIS DOADOS
As amizades que movem barreiras. A apuração da ligação com a milícia de Sulacap e Magalhães Bastos do major reformado Sérgio Magalhães traz à tona o Centro Poliesportivo Tenente-Coronel Garcia. Presidida pelo colega de farda, o sargento Ipólito Pereira Campos, a área esportiva fica dentro da área do Batalhão de Cavalaria de Guarda, na Vila Militar.
O Exército assinou, em 2003 e renovou até 2013, o contrato de “Cessão de Uso Não Oneroso” para a comunidade ter uma opção de lazer. Realmente foi erguido um campo de futebol e uma área para atividades comunitárias, além de cursos básicos. Mas uma faixa generosa do terreno ganhou um lava a jato, que não faz parte do contrato.
Os negócios tocados pelo major Sérgio Magalhães — autor de 42 mortos em supostos tiroreios —, também deram à Tesloo frutos e bondosas doações. A maior veio da Agência Nacional do Cinema (Ancine): foram R$ 272 mil em diversas mobílias fornecidas à Casa Espírita, em outubro do ano passado, logo após a extensão do contrato da ONG com a Prefeitura do Rio. O negócio foi assinado pelo diretor-presidente da agência, Manoel Rangel Neto.

Outra doação à casa espírita veio da Prefeitura do Rio. De acordo com o levantamento do Tribunal de Contas do Município, a Tesloo ganhou uma lista interminável de material permanente para servir os centros de atendimento aos dependentes químicos. Só tem um pequeno detalhe: não há nenhuma cláusula no contrato com o termo de doação. Ao TCM, a Secretaria Municipal de Assistência Social respondeu que a Tesloo deve apresentar, ao final do contrato, o termo de compromisso em devolver o material à prefeitura.